De 22 a 25 de setembro acontece a VI Feira Piauiense de Produtos da Reforma Agrária e Comunidades Quilombolas em Teresina - Piauí (FERAPI), onde as populações assentadas, acampadas, extrativistas e atingidas por barragens do Piauí apresentarão à sociedade suas potencialidades produtivas e culturais em uma grande festa!
O tema da FERAPI em 2009 é "Reforma Agrária, Meio Ambiente e Modos de Vida". A abertura será nesta terça-feira, às 19h no Espaço Central do Centro de Artesanato “Mestre Dezinho”, na Praça Pedro II. Um momento importante durante a abertura da FERAPI será a assinaura do Protocolo de Intenções entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Coordenadoria de Direitos Humanos e da Juventude (CDHJ), com a entrega de contratos de concessão de direito real de uso da Comunidade Raposa e Bom Sucesso (Redenção do Gurguéia), através do Termo de Cooperação entre o Incra e o Instituto de Terras do Piauí (Interpi).
Cerca de 600 agricultores e agricultoras familiares estarãm presentes na Praça Pedro II até o dia 25, mostrando, comercializando e divulgando seus produtos e fazendo acontecer a reforma agrária no Estado do Piauí, com práticas de Economia Solidária. A programação do evento contará ainda com palestras, rodas de conversa, mesas redondas, Seminários e Oficinas Técnicas com temas ligados à Agricultura Familiar, além da exposição dos produtos na Feira Livre durante todo o dia.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Mulheres do interior de Alagoas trocam corte da cana pela costura
Uma associação fabricante de confecções que nasceu em uma cooperativa na cidade de Coruripe trouxe geração de renda e empregos para a comunidade Essa associação fabricante de confecções que nasceu em uma cooperativa em Alagoas. As mulheres se revezam nas atividades do dia-a-dia, fortalecendo o processo coletivo de produção.
No município de Coruripe, no litoral sul, predomina o cultivo do coco e da cana-de-açúcar. A lição de economia solidária começou no campo, com trabalho em cooperativa da Pindorama, grupo que existe há mais de 50 anos. Elas se revezam em todas as etapas da produção. A costureira Maria Cícera dos Santos diz que nunca se imaginou nem pregando um botão. “Hoje me considero uma costureira, aprendi a pregar botão aqui”, diz. “A gente faz todos os uniformes para o campo e para a usina”.
No começo, eram 14 costureiras, mas atualmente há apenas a metade da mão de obra. Mesmo com a redução, o trabalho delas gera renda para outras mulheres da comunidade. Duarente a moagem da cana, a produção de duas mil peças de uniformes triplica e a associação contrata outras costureiras.
Maria das Graças de Lima conta que deixou de ser temporária para ser associada. “Eu costurava em casa, mas às vezes dava problema, eu não recebia o dinheiro”, disse. “Por isso resolvi vir para cá”.
Na fábrica de produção de suco, as funcionárias também usam uniformes confeccionado pela cooperativa, o que gerou uma economia de 50%. “Antes os uniformes vinham de fora, do sul do país”, afirma o presidente da Cooperativa Pindorama, Klécio dos Santos.
“Mas vimos que existiam na comunidade costureiras que poderiam fazer esse mesmo produto e esse nosso dinheiro poderia ficar dentro da comunidade, trazendo um benefício importante para a região. A comunidade ganha mais, gasta mais, e torna-se uma economia solidária na comunidade toda”.
Palestra com Professores Latino Americanos na UCPEL.
Aconteceu na sexta-feira, dia 25 de setembro, palestra com professores de diversas Universidades da América Latina que apresentarão painel chamado; “Experiências em extensão universitária na Argentina, Uruguai e Venezuela” está apresentação será realizada às 19h no auditório do Campus II da UCPEL, Rua Almirante Barroso, 1202.
Os professores estarão em Pelotas a partir de quinta-feira, através do projeto de Rede entre Universidades Latino-americanas para a Elaboração e Fortalecimento de Programas de Inovação e Transferência Social. Eles são originários das universidades de Buenos Aires (UBA), San Martín (USM), General Sarmiento (UGS) e de Rosário (UNR), da Argentina; da Universidad de la República (UDELAR), do Uruguai; e da Universidad Bolivariana de Venezuela (UBV).
Acompanhados pela a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares – INTECCOP /UCPEL – estarão visitando empreendimentos de economia solidária de Pelotas e região (SUL-ECOLÓGICA, FRAGET, TEIA ECOLÓGICA, RETRATE, ARPA-SUL, COOPAL, UNAIC, COOMELCA e COOPAVA).
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Além da apresentação das atividades, projetos e dinâmicas de funcionamento da INTECOOP, os professores estrangeiros também estarão presentes no programa radiofônico: “Economia Solidária – outra economia já existe”, que vai ao ar na RádioCom FM (104.5).
Mais informações 2128-8015
Os professores estarão em Pelotas a partir de quinta-feira, através do projeto de Rede entre Universidades Latino-americanas para a Elaboração e Fortalecimento de Programas de Inovação e Transferência Social. Eles são originários das universidades de Buenos Aires (UBA), San Martín (USM), General Sarmiento (UGS) e de Rosário (UNR), da Argentina; da Universidad de la República (UDELAR), do Uruguai; e da Universidad Bolivariana de Venezuela (UBV).
Acompanhados pela a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares – INTECCOP /UCPEL – estarão visitando empreendimentos de economia solidária de Pelotas e região (SUL-ECOLÓGICA, FRAGET, TEIA ECOLÓGICA, RETRATE, ARPA-SUL, COOPAL, UNAIC, COOMELCA e COOPAVA).
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Além da apresentação das atividades, projetos e dinâmicas de funcionamento da INTECOOP, os professores estrangeiros também estarão presentes no programa radiofônico: “Economia Solidária – outra economia já existe”, que vai ao ar na RádioCom FM (104.5).
Mais informações 2128-8015
CREHNOR – SUL
Instituições selecionadas para a execução do Brasil Local

Foi divulgado e encontra-se disponível no site do Ministério do Trabalho o resultado da Chamada Pública que selecionou propostas e instituições da sociedade civil para serem parceiras da SENAES na execução do projeto Brasil Local.
De acordo com Dione Manetti, Diretor de Fomento da SENAES, "o Brasil Local é um dos principais projetos de fomento a economia solidária da SENAES . Nesta nova fase do projeto, seguindo a diretriz de descentralização que tem orientado a SENAES no desenvolvimento de suas políticas, o Brasil Local terá sua execução regionalizada e com 20 meses de duração".
Acesse o documento com o resultado da seleção em www.fbes.org.br
Fonte: www.mte.gov.br
Manifesto em defesa da democracia e do MST
A solidariedade de artistas, intelectuais, parlamentares e entidades, nacionais e internacionais, contra a mais recente tentativa criminalização do MST e em apoio à Reforma Agrária, já se converteu em mais de mil adesões ao Manifesto em defesa da democracia e do MST , divulgado na segunda-feira.Entre os estrangeiros que até agora assinaram o manifesto de apoio ao Movimento, estão personalidades como Michael Löwy, cientista social brasileiro radicado na França, onde leciona na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais da Universidade de Paris, e Marta Harnecker, escritora chilena.
A sambista Beth Carvalho e o ator Chico Diaz também subscreveram o texto, representando a classe artística. Do meio acadêmico, Maria Victoria Benevides, professora da Faculdade de Educação da USP, e Dermeval Saviani, da Unicamp, já se posicionaram ao lado dos Sem Terra brasileiros.
Entidades da sociedade civil também se mostraram contrários à ofensiva dos setores mais conservadores da sociedade e em favor do cumprimento das normas constitucionais que definem as terras destinadas à Reforma Agrária. Entre elas, o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), a Cese (Coordenadoria Ecumênica de Serviço) e as federações de petroleiros.
Os deputados federais Dr. Rosinha (PT/SP), Chico Alencar (PSOL/RJ) e o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT/RJ), firmaram seu compromisso com a democracia e a luta pela terra nesta terça-feira (22/9).
O “Manifesto em defesa da democracia e do MST” pode ser assinado em www.petitiononline.com/manifmst/petition.html
XI Feira Estadual de Economia Popular Solidária do RS

Entre os dias 28 de setembro e 03 de outubro ocorrerá na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, a XI Feira Estadual de Economia Popular Solidária.
Além dos espaços de comercialização dos produtos da economia solidária e da agricultura familiar, oficinas de formação e atividades culturais estão programadas para acorrer durante o evento.
Moedas sociais crescem e fortalecem economias locais em todo o país

Por Tatiana Félix da Adital – Palma, Maracanã, Castanha, Cocal, Guará, Girassol, Pirapirê, Tupi. A lista com variados nomes se estende para mais de quarenta moedas sociais que circulam em bairros ou pequenas cidades brasileiras onde existem bancos comunitários, criados para fortalecer a economia de comunidades carentes.
A cotação da moeda social é idêntica ao real, moeda oficial do Brasil, mas mesmo assim, ela acaba sendo mais valorizada que o real, já que os comerciantes dão descontos nas compras feitas com esse dinheiro alternativo, conforme explica Joaquim de Melo, fundador e coordenador do Banco Palmas, localizado no Conjunto Palmeiras, bairro da periferia de Fortaleza, capital do Ceará, estado localizado na região Nordeste do Brasil.
O uso da moeda é simples: os moradores podem trocar o real pela moeda social no banco comunitário e usá-la no comércio da região. Se precisar comprar em real fora da comunidade onde o banco atua, a pessoa pode desfazer a troca. O objetivo da moeda social é fazer com que o dinheiro circule dentro da comunidade. A prática aumenta as vendas e gera mais empregos nessas regiões. O Banco Palmas é pioneiro nessa área. Primeiro banco comunitário criado no Brasil, a instituição foi fundada em 1998. Dois anos depois nascia a moeda de mesmo nome, ‘Palmas’. A experiência comunitária apresentou resultados tão positivos que em 2005 foi criada a Rede Brasileira de Bancos Comunitários.
Projeto de Lei
Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei de autoria da deputada federal Luíza Erundina (PSB/SP), cujo relator é o deputado estadual Eudes Xavier (PT/CE), que tem por objetivo a regulamentação dos bancos comunitários. O relator acredita que a discussão ainda demorará cerca de um ano para chegar ao plenário.
Para Joaquim, é fundamental que o projeto seja aprovado, pois trará benefícios, uma vez que permitirá que os bancos comunitários façam poupança, além de regulamentar a situação das moedas sociais no país. “Os grandes bancos não chegam aos lugares pequenos nem onde estão os mais pobres. Essa função fica por conta dos bancos comunitários”, finaliza.
Fonte: Brasilautogestionario
Sul perdeu os recursos para o Centro Público de Economia Solidária
Foto:Vereador Rodrigo Beltrão (PT) Por Vania Marta Espeiorin no Pioneiro – Vereador cobra perda de recurso por parte da prefeitura caxiense. Segundo Rodrigo Beltrão (PT), o município perdeu R$ 200 mil porque não cumpriu prazos.
O vereador Rodrigo Beltrão (PT) criticou a prefeitura caxiense por perder uma verba de R$ 200 mil, que deveria ter sido aplicada na construção do Centro Público de Economia Solidária. O petista fez sua manifestação quinta-feira, durante a sessão da Câmara. De acordo com o vereador, o recurso havia sido designado pelo deputado federal Pepe Vargas (PT) por meio de uma emenda parlamentar aprovada em 2007.
— O valor deveria ter sido aplicado em 2008, porque a emenda era de 2007 para execução no ano passado. Até o projeto foi feito, mas, como a prefeitura perdeu os prazos, acabou perdendo também a verba — criticou Beltrão.
Conforme o parlamentar, outras cidades que também obtiveram recursos semelhantes, a exemplo de São Lourenço do Sul e Cruz Alta, já contam com o Centro de Economia Solidária em funcionamento. Esse centro é uma espécie de shopping para pequenos empreendedores comercializarem seus produtos.
Fonte: Brasilautogestionario
domingo, 27 de setembro de 2009
Intecoop/UCPel participa da fundação da Associação Bem da Terra

Junte uma porção de produtos variados. Queijos, hortifrutigranjeiros, artesanato e geleias. Coloque uma pitada de união, tempere com solidariedade e trabalho duro. O resultado é uma parceria que busca o comércio justo e solidário. Assim se constitui a Associação Bem da Terra, entidade fundada na tarde do dia 25, na Universidade Católica de Pelotas (UCPel). São cerca de 20 empreendimentos solidários que se uniram e, com o apoio da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (Intecoop) da Católica, fundaram o grupo.
Com a união, os empreendedores pretendem, como principal estratégia, providenciar um local para a comercialização de seus produtos. “É um tipo de venda diferente. Queremos dar visibilidade a produtos que não têm espaço no ‘mercado formal’”, explicou a integrante do grupo Reabilitação Trabalho e Arte (Retrate), Marisa Gigante.
De acordo com o professor da Intecoop, Antônio Cruz, o objetivo da Associação é garantir interação entre os empreendimentos. “A ideia é que produtos sustentáveis, saudáveis e solidários possam estar disponíveis para a população de Pelotas e região”, salientou.
A expectativa dos grupos é grande. “Em tudo o que se tem, no que se vai fazer, quando existe mais de uma pessoa se consegue chegar mais longe”, pontuou Nino Schiavon, da Associação Regional de Produtores Agroecologistas da Região Sul (ARPASUL). O colega da União das Associações Comunitárias do Interior de Canguçu (UNAIC), André dos Santos, concorda. “A força desse momento representa a união da agricultura familiar e do empreendimento urbano, que movem a sociedade, mas muitas vezes ficam excluídos”, afirmou.
O reitor da Católica, professor Alencar Mello Proença, esteve presente na cerimônia. “Para nós da UCPel é importantíssimo ter manifestado apoio a esse trabalho, por entender que, por um lado, tem a linha cristã de apoio entre as pessoas, e por outro lado demonstra que a Universidade não pode limitar-se ao trabalho de sala de aula e pesquisa. Precisa ter a capacidade de se articular com a sociedade. Quando a Universidade sai do seu ‘pedestal’ acadêmico e desce para a vida com capacidade de identificar-se com esses grupos, faz o seu papel”, destacou.
Construção
O apoio da Intecoop/UCPel nesse projeto envolve, também, a atuação de alunos dos cursos de Administração, Direito, Ciências Contábeis e Serviço Social. O aluno do 5º semestre de Administração, Fabrício Ishizaka, participa das atividades da Associação. Além da vivência nos grupos, o estudante oferece opiniões técnicas e pessoais, e também pesquisa sobre as necessidades dos empreendimentos. “O modelo que se quer criar é diferente, e precisamos estudar as bases teóricas para colaborar. Não há respostas prontas para os problemas”, explicou.
Conheça a Associação
Participam da Associação Bem da Terra os grupos: Associação Regional de Produtores Agroecologistas da Região Sul (ARPASUL); Cooperativa de Apicultores de Canguçu (COOMELCA); Cooperativa dos Pequenos Agricultores Produtores de Leite da Região Sul (COOPAL); Cooperativa Regional de Economia Solidária do Sul (COOPRESSUL); Cooperativa Sul-Ecológica de Agricultores Familiares; Cooperativa de Consumo, Trabalho e Produção Teia Ecológica; União das Associações Comunitárias do Interior de Canguçu (UNAIC); Grupo Esperança; Grupo Reabilitação Trabalho e Arte (Retrate); Grupo Terra Florida e Grupo Mãe Natureza. Também como fundadores, participaram a Universidade Católica de Pelotas, o Fórum Microrregional de Economia Popular Solidária e a Associação Cultural Rádio Comunidade de Pelotas.
Os empreendimentos produzem hortifrutigranjeiros agroecológicos, leite integral e bebidas lácteas, queijos, pescados, sucos, geleias, mel, arroz, feijão, farinhas, pães e massas, artigos de bazar e artesanato, flores e plantas ornamentais, lanches e refeições balanceadas e mais uma grande variedade de produtos e serviços saudáveis, sustentáveis e solidários, que estarão, em breve, próximo do público consumidor.
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