sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Nordeste lidera empresas de Economia Solidária no País


Líder em Economia Solidária no País, o Nordeste tem o Ceará como o Estado com maior número de empresas na região

Dados da Secretaria Nacional de Economia Solidária apontam que há 21.859 Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) em 2.933 municípios (o que corresponde a 53% das cidades brasileiras). O Nordeste concentra a maior parte deles: 9.498, dos quais o Ceará tem 1.854, sendo o primeiro Estado nordestino em quantidade de EES. No ranking nacional, o Ceará perde apenas para o Rio Grande do Sul, com 2.085 empreendimentos. Mas, se a economia solidária tem bons resultados em termos de número de empreendimentos, o mesmo não se pode considerar sobre a forma como eles se estabelecem no mercado.

Apesar do potencial competitivo e de despontar como forma de promover a inserção econômica e social de pequenas comunidades e grupos, a Economia Solidária ainda enfrenta entraves para se estabelecer de maneira competitiva e duradoura. O contraste entre a criação de novos empreendimentos (principalmente no Nordeste) e a falta de vitalidade e estagnação dos muitos já existentes se dá muitas vezes por falta de estratégias de produção e organização que busquem um crescimento do negócio sem perder de vista as características solidárias da atividade. O debate sobre os desafios da produção foi destaque durante a 1ª Mostra de Economia Solidária, ocorrido entre os dias 28 e 31 de outubro no Centro de Convenções Imigrantes, na capital paulista.
Fonte:http://diariodonordeste.globo.com
Foto tirada do site:http://diariodonordeste.globo.com

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Fórum microrregional promove 1ª Feira de Economia Popular Solidária

A partir de hoje dia 5 até dia 7 de novembro, no ginásio da AFM, acontecerá a 1ª Feira de Economia Popular Solidária do Rio Grande.
O evento será promovido pelo Fórum Microrregional de Economia Popular Solidária e Clubes de Trocas, objetivando mostrar o trabalho realizado pelos grupos que fazem parte do Fórum e oportunizar a comercialização dos produtos com os quais trabalham. No dia 5, às 15h, ocorrerá, inicialmente, o Seminário de Políticas Públicas e Economia Solidária, na Câmara Municipal. Às 19h do mesmo dia, será realizada a abertura da feira no ginásio da AFM.
Nos dias 6, das 9h às 21h, e 7, das 9h às 18h, a feira terá continuidade com comercialização de produtos de economia popular solidária, atrações culturais, oficinas temáticas e mercado de trocas de livros da Furg. Conforme a coordenadora do Fórum Microrregional, Loeci da Silva Pacheco, e Sandra Mara Padilha, do Clube de Trocas do Rio Grande, a programação cultural terá apresentações de grupos de hip hop, dos corais da Escola José Álvares de Azevedo e da Apae, de uma representação da Banda Rossini e de uma invernada artística. O evento terá ainda a participação de Clubes de Trocas, com tenda de troca de saberes e mercado das trocas, além de oficina de recuperação de livros, passeio de charrete e oferta de decoração de unhas.
Haverá ainda uma banca de gastronomia "Tudo por R$ 1", mais venda de anchova assada, arroz e salada por preço acessível. O Grupo de Reciclagem Vitória vai participar recolhendo o lixo limpo, o que reverterá em benefício de sua cooperativa. Deverão participar da feira integrantes dos Fóruns Regionais de Economia Popular Solidária do Estado que trabalham com artesanato, gastronomia, com associações, cooperativas e agricultura familiar. Está prevista a vinda de grupos de Porto Alegre, região Metropolitana, Santa Vitória, São Lourenço do Sul, Piratini, Pelotas, Canguçu e Santa Maria. Só Rio Grande, tem 20 grupos.
A feira será aberta a toda a comunidade. "Queremos que esta feira seja incluída no calendário de eventos da cidade e que ocorra sempre no mês de novembro", destacaram Loeci e Sandra.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Inauguração da agroindústria Mãe Natureza

CONVITE
Dia 06 de novembro (sexta-feira)
Assentamento Nossa Senhora da Glória
Pedras Altas-RS
Inauguração da agroindústria Mãe
Natureza
Produção de queijo colonial, iogurte e bebida láctea.
²
Programação:
9 h00– café colonial e visita da agroindústria
11h30 – ato solene de inauguração na sede do assentamento
12h30 – almoço
14h30 – feira da Reforma Agrária: produtos coloniais, artesanato e sementes crioulas.

Feira de Economia Solidária, exposição e discussões sobre projetos movimentam Congresso de Extensão em Pelotas


A Feira de Economia Solidária com grupos ligados ao NESIC / INTECOOP e a outras iniciativas são o grande destaque do Congresso de Extensão da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). O evento, que ocorre paralelamente ao 18º Congresso de Iniciação Científica (CIC) e à 8ª Mostra de Pós-Graduação, tem o propósito de trazer a comunidade à Universidade. As atividades ocorreram nos dias 29 e 30 de outubro. Os encontros são abertos à visitação.

No dia 29, das 9h às 20h30min, houve a Feira de Economia Solidária e Geração de Renda, com comercialização de produtos de grupos ligados ao NESIC / INTECOOP e a vários projetos. Alimentos, artesanato, roupas e outros variados itens estarão em exposição na Universidade, frente à Rua Gonçalves Chaves. Serão 19 empreendimentos vinculados à Católica e mais convidados da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Uma das atrações do dia será a Rádio Feira, com transmissão direta do local. Praça de Alimentação e Mini-Biblioteca sobre Economia Solidária também estarão disponíveis para quem quiser conhecer mais o assunto. “A extensão universitária é isso: a Universidade na comunidade, e a comunidade na Universidade. A partir desses projetos fica evidente o interesse da instituição pela sociedade”, salientou a coordenadora de extensão da Católica, professora Fabiane Marroni.

Mais informações pelo telefone 2128-8015

A programação completa está disponível no site www.ucpel.tche.br/cic. O 18º CIC, 8ª Mostra de Pós-Graduação e Congresso de Extensão.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dica de Livro


Livro: O OLHO DA BARBÁRIE
Autor: Marildo Menegat
Editora: Expressão Popular


O livro de Marildo, obra polêmica, é uma clara denúncia e forte crítica das formas da desconstrução contemporânea, das quais duas dimensões são particularmente graves: a destruição do trabalho, onde o imperativo dominante é dado pela ordem "abertamente anti-social" e, também, pela avassaladora destruição ambiental, que faz com que "o planeta se assemelhe cada vez mais a uma atmosfera rarefeita", asfixiando a humanidade que quer uma vida digna. Sua leitura será muito útil para ajudar na luta por um outro mundo. Possível e necessário. O Olho da Barbárie destrincha as estruturas sociais e econômicas que sustentam o estado de violência do Brasil atual. Subjacente às reflexões propostas aqui, o leitor pode inserir a sua angustiada questão: Onde começa (e onde terminará) a violência em São Paulo? A 4a. maior cidade do mundo, com os mais altos índices de mortalidade por violência, de arbitrariedade policial e impunidade. Poderíamos ampliar ainda mais a questão para o campo internacional: Palestina, Timor Leste, Guatemala, Brasil. Lugares tão distintos quanto distantes entre si, o que têm em comum? A guerra passa a ter seu sentido ampliado ao tornar-se a cada dia um acontecimento cotidiano. Com auxílio da expansão tecnológica que acompanha interesses estatais e comerciais, responsáveis pelas mortes de milhões de civis em conflitos em vários países do Oriente, até a predominância da violência urbana sobre o estado de bem estar social nas grandes metrópoles, pela arbitrariedade das autoridades da segurança, a tensão tem sido a tônica da experiência cotidiana, junto com o crescente entorpecimento causado pelo consumo e pela revolução estética e famacológica, que inventam novas drogas a cada dia para os "males da civilização". Ao retomar a discussão em torno da antiga questão barbárie X civilização, reformulada sob a dialética relação entre barbárie e modernidade, o filósofo e antropólogo Marildo Menegat reuniu neste livro nove ensaios que servem de base para uma reflexão sobre as causas econômicas e políticas atuais que levam as sociedades, e especialmente a brasileira, a entrarem em estado de barbárie durante momentos de crise. Sob a falta de alternativas e perspectivas, ou de organização coletiva, para se emancipar dela, a desconstrução do mundo contemporâneo vive a crise mais intensa, aguda e vertiginosa que se tem notícia de todos os tempos, e atinge o próprio sentido de humanidade pois, remete, por um lado, à destruição do trabalho enquanto mediador das relações sociais e ambientais, e por outro, à sua contrapartida ecológica, a uma monumental destruição da natureza.

MENEGAT, Marildo. O Olho da Barbárie, S. Paulo: Expressão Popular, 2006.

O Livro pode ser encontrado no Instituto Mario Alves (IMA) Nossa sede é na Rua: Andrade Neves, nº 821 – Centro – Pelotas/RS Telefone: (53) 3025 7241

Impeachment de Yeda é arquivado sem ter sido debatido

O governo Yeda Crusius (PSDB) fez valer sua maioria na Assembléia Legislativa para arquivar, por 30 votos a 17, o processo de impeachment da governadora proposto pelo Fórum dos Servidores Públicos. A base governista aprovou o parecer da relatora da Comissão Especial do Impeachment, deputada Zilá Breitenbach (PSDB), que decidiu pelo arquivamento sem ter realizado uma reunião sequer com os demais integrantes da comissão para debater os documentos que embasavam o pedido de afastamento.
A responsabilidade pelo arquivamento do processo de impeachment recai sobre o PSDB, PMDB, PTB, PP e PPS. Os deputados e lideranças desses partidos decidiram cerrar fileiras, tanto na Comissão do Impeachment quanto na CPI da Corrupção, para evitar que a Assembléia gaúcha seja um espaço de investigação das denúncias resultantes das operações Rodin e Solidária, que envolvem, segundo estimativa do Ministério Público Federal, um desvio de mais de 340 milhões de reais dos cofres públicos.

Bolsa Família completa seis anos com investimentos de R$ 52 bilhões


O Bolsa Família, principal mecanismo de transferência de renda do Governo Federal, e que já repassa recursos a 12,4 milhões de famílias em situação de pobreza, completa seis anos nesta terça-feira (20/10). O programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) tem orçamento de cerca de R$ 12 bilhões para 2009. Desde que foi criado, em 2003, o Bolsa Família investiu R$ 52,7 bilhões em investimentos.
O Bolsa Família vem trazendo avanços e transformação para as comunidades. Tanto em função do alívio imediato da pobreza - com um incremento médio de 30% na renda das famílias - como pela ruptura da pobreza intergeracional. Outro aspecto positivo é o de impulsionar o desenvolvimento dos núcleos familiares, seja pelo aumento da escolaridade ou pela garantia do acesso a serviços de saúde básicos, como a vacinação das crianças e cuidados destinados às gestantes, condicionalidades que as famílias devem cumprir para receber o benefício.
Fonte: www.vermelho.org.br/

1ª Feira Microrregional de Economia Solidária do Vale do Sinos/ RS


Ocoreu nos dias 22 à 24 de outubro, das 8 às 20 horas, a 1ª Feira Microrregional de Economia Solidária do Vale do Sinos, no calçadão de Novo Hamburgo. A feira contará com a participação de 64 expositores, envolvendo 11 municípios: Novo Hamburgo, São Leopoldo, Campo Bom, Canoas, Esteio, Sapucaia, Picada Café, Sapiranga, Dois Irmãos, Nova Hartz e Bom Princípio.
A economia solidária é uma proposta de desenvolvimento, a partir do trabalho coletivo e autogestionário, organizada nos ramos de produção, distribuição, comercialização e consumo. A economia solidária valoriza o diálogo, as decisões coletivas, a solidariedade e a promoção do trabalho digno.
Serão comercializados produtos de alimentação, agricultura familiar, artesanato e reciclagem. Também aconteceu uma feira de trocas solidárias e estão previstas atividades culturais: um seminário sobre o tema economia solidária, oficinas, shows musicais e de dança.
Fonte: Fórum Regional de Economia Solidária Vale do Sinos

Seminário Organização Popular e Cooperativismo na América Latina


Avaliar o passado e pensar o presente é um exercício que exige sensibilidade para captar os fenômenos sociais e, a partir deles, projetar o futuro. Neste sentido, olhares e vozes de 7 países da América Latina, e de 2 países da Europa, vão convergir em conhecimentos e experiências fundamentais para o avanço da organização popular e dos processos que levam à implementação de políticas públicas na América Latina, estas destinadas à economia solidária, ao cooperativismo e outras formas de cooperação autogestionárias.
Para possibilitar um espaço de densa reflexão, o Seminário Organização Popular e Cooperativismo na América Latina, organizado pelo Núcleo de Direito Cooperativo e Cidadania da Universidade Federal do Paraná, é a unificação de 4 eventos: II Seminário de Direito Cooperativo e Cidadania da Universidade Federal do Paraná (UFPR); V Seminário Acadêmico Internacional dos Processos Cooperativos e Iniciativas Econômicas Associativas (Procoas/AUGM); V Encontro do Comitê Procoas; e o XIII Encontro Nacional da Rede de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares (ITCP’s).
As atividades, que serão realizadas entre os dias 18 e 20 de Novembro, na sede da Faculdade de Direito da UFPR, também comemoram os 10 anos dos cursos de Mestrado e Doutorado em Direito Cooperativo e Economia Solidária, da Universidade Federal do Paraná, e os 10 anos da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade.
As inscrições para o Seminário são gratuitas e estarão abertas, a partir do dia 30 de Setembro, pela nossa página .
Para mais informações e esclarecimentos, mande mensagem para o endereço eletrônico: direitocooperativo@ufpr.br
Programação em www.fbes.org.br

Seminário Nacional sobre Feminismo e Economia Solidária reúne mulheres no Recife


A cidade do Recife recebe, nos próximos dias 27, 28 e 29 de outubro, discussões sobre Feminismo e Economia Solidária. O primeiro Seminário Nacional sobre o tema vai juntar setenta representantes de organizações feministas, empreendimentos solidários e núcleos de estudos, inseridas nos fóruns estaduais de Economia Solidária e no movimento de mulheres, para promoção de relações econômicas mais democráticas e menos excludentes - e, principalmente, que atuem para a visibilidade das mulheres no processo produtivo e para a valorização do trabalho reprodutivo.
Além do seminário, a data também é ocasião do Encontro do Grupo de Trabalho de Gênero do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES). "O GT de Gênero é resultado da reivindicação das mulheres na última plenária do FBES, realizada ano passado, e precisa ser estruturado e fortalecido. Este é o momento de definirmos estratégias e objetivos", conta Graciete Santos, coordenadora geral da Casa da Mulher do Nordeste, organização que está promovendo o Seminário. O GT de Gênero foi criado para impulsionar a participação das mulheres na política de Economia Solidária.
Embora o debate sobre a Economia Solidária tenha tomado impulso, no Brasil, a partir do Fórum Social Mundial de 2001, é pequena a participação efetiva das mulheres nos espaços de discussão a respeito da política - e mesmo na gestão de organizações e empreendimentos solidários. "É necessário repensar a atuação das mulheres na Economia Solidária e como elas podem se valer dessa alternativa em direção à sua autonomia. Não podemos falar em justiça e solidariedade quando a participação de homens e mulheres ainda é tão desigual", afirma Graciete Santos.
O evento acontece no Onda Mar Hotel, em Boa Viagem.
Fonte fórum Brasileiro de economia solidária